12/11/2017

[SHOW] MTK Fest 2017

Metalheads, nosso último show em 2017 será ao lado de duas grandes bandas da cena local: Matakabra, representando a nova safra do metal pernambucano, e os mestres do Death Metal, Decomposed God, sendo a primeira vez em 8 anos que dividiremos palco. Nos vemos dia 26/11 no Estelita! IT'S TIME TO SPREAD THE PANDEMMY AGAIN!

Entrevista para o programa de rádio "Cova de Sangue".

Headbangers, confiram a entrevista em áudio para o programa da Cangaço Rádio Rock, COVA DE SANGUE!!!


Entrevista para a revista "Rock Meeting".

Vamos começar falando de "Rise Of A New Strike", seu novo álbum, que está prestes a ser lançado fisicamente. Como funcionou a parte de produção e gravação do mesmo? E por que lançar ele somente no formato digital e em âmbito físico somente um ano depois?
Pedro Valença - A pré-produção do “Rise Of A New Strike” foi feita no DEMISE STUDIOS, que pertence ao nosso guitarrista Guilherme Silva. Gravamos as músicas em suas versões demo antes de ensaia-las, rearranjand0 e, posteriormente, gravando em definitivo. A gravação do álbum foi realizada tanto no DEMISE quanto no SUPERTRAMP STUDIOS, onde também ocorreu a mixagem e masterização, a cargo do produtor Júnior Supertramp. O lançamento físico ocorre praticamente um ano após o lançamento nas plataformas digitais por questões de orçamento. Também, não queríamos segurar o material novo. Ficamos 3 anos sem lançar nenhuma música. Para uma banda underground foi um tempo grande sem lançar nada.
Sobre a arte gráfica, gostaria que vocês falassem um pouco sobre ela, e também a respeito desse conceito apresentado no título do álbum.
Pedro Valença - “Rise Of A New Strike” é um título que se refere às mudanças que a banda passou e as dificuldades que alguns momentos implicam, mas que mesmo assim conseguimos amadurecer musicalmente e pessoalmente. A arte gráfica foi elaborada pelo Durval Tavares da DEAFBIRD DESIGN LAB. Queríamos uma imagem que representasse o impacto que o ouvinte teria ao escutar as nossas novas músicas. Durval tem um estilo próprio e foi ele quem fez a capa da nossa primeira demo, “Self-Destruction”, lançada em 2010. Sem falar que é um grande amigo meu, preza muito pela qualidade dos seus trabalhos. A arte da capa dos nossos amigos e conterrâneos do ELIZABETHAN WALPURGA ficou sensacional!

Quais foram as principais inspirações nesse disco?
Pedro Valença - Para as letras tudo que acontece com a sociedade serve de inspiração. Todo esse momento turbulento e retrógrado que vivenciamos serve de combustível. Bons livros e documentários também são ótimas inspirações para passar uma mensagem mais crítica e consciente. O PANDEMMY é contrário a qualquer movimento ou ideologia conservadora, fascista e opressora. Para a parte musical procuramos não nos repetir, sempre evoluindo com naturalidade. Continuamos com os elementos do Death e Thrash Metal, e ao mesmo tempo preservamos a identidade sonora da banda.
Como está a recepção do disco? Que tipo de comentários vocês tem ouvido?
Pedro Valença – Apesar de termos feito poucos shows até o momento, temos recebidos muitos elogios. Muitas pessoas próximas identificaram a evolução da banda e em paralelo nosso número de seguidores nas redes sociais tem aumentado de forma significativa. Até agora a recepção tem sido plenamente positiva. 
Mesmo com a redução da venda de CDs, muitas bandas seguem investindo, e vocês, como uma “banda nova”, mesmo que talvez seja um investimento de, digamos, maior risco atualmente, apresentaram um material magnífico em termos gráficos e sonoros. Vocês acreditam que se não houver um investimento em um trabalho de alto nível, mais difícil ainda seria. Como vocês avaliaram essas questões?
Pedro Valença – Continuamos lançando álbuns em formato físico porque o público do metal consome e valoriza esse formato. Claro que, comparado com as plataformas digitais, há uma diferença considerável de custo. Enquanto acharmos conveniente, seguiremos lançando cds. 

Agora, com a talentosa Rayanna Torres nos vocais. Quando pretendem lançar um novo material com ela como vocalista? Uma vez que o atual trabalho foi gravado com o antigo cantor Vinicius Amorim, podemos esperar algum bônus na versão física de "Rise Of A New Strike", com ela cantando? 
Pedro Valença - Muitas pessoas perguntam se o lançamento físico será com Rayanna. Queremos manter a gravação original, feita com o Vinícius. Apesar de ele ter saído da banda, não faltou dedicação na produção do álbum, então queremos respeitar essa fase. Rayanna regravou alguns vocais recentemente e o resultado estará presente no segundo videoclipe oficial do Pandemmy, o primeiro referente ao álbum “Rise of a New Strike”. Em 2018 pretendemos lançar um single no primeiro semestre e um Split no segundo semestre. Já temos músicas novas em fase de pré-produção.
Quais as metas de curto e longo prazo da banda?
Pedro Valença - Queremos tocar mais, pois neste ano a agenda foi pequena. Antes do próximo álbum queremos tocar ao máximo no Nordeste e fazer algumas datas no Sul do país. Ainda vamos lançar dois clipes e um lyric vídeo das músicas do “Rise Of A New Strike”. Esse álbum deve ser bem divulgado.

Deixem seus contatos e um recado para quem ler a entrevista.
Pedro Valença – Agradecemos a Pei e toda equipe da Rock Meeting. Esse veículo de extrema importância pra mídia da cena metálica nacional nos acompanha desde os primórdios em 2009. Aproveitamos a oportunidade para mandar um abraço para o Patrick da Sangue Frio Produções e para o Alcides Burn pelo apoio ao nosso trabalho. Sigam-nos no Facebook, YouTube e Instagram para ficarem informados das novidades, agenda e lançamentos do PANDEMMY. Obrigado! It’s time to spread the Pandemmy again!

06/11/2017

Entrevista para o blog "Arte Metal"

Mostrando equilíbrio e maturidade suficientes ao passar por um desmembramento logo após o lançamento de seu segundo disco “Rise of a New Strike” (2016), os pernambucanos da Pandemmy angariam cada vez mais seguidores no cenário underground. Após incorporar a vocalista Rayanna Torres (Vocífera) na linha de frente, Pedro Valença e Guilherme Silva (guitarras), Marcelo Santa Fé (baixo) e Arthur Santos bateria, buscam alçar vôos ainda mais altos. Pedro conversou com o ARTE METAL e falou um pouco mais sobre todos estes assuntos e, é claro, do novo álbum.


Bom, começando na pergunta que mais devem ter respondido. Após o disco “Rise Of A New Strike” (2016), a banda sofreu a baixa do vocalista Vinicius Amorim. Enfim, o que aconteceu e como chegaram até sua substituta Rayanna Torres?
Pedro Valença – O Vinícius estava super bem como vocalista, mas ele teve uma atitude negativa pessoal que não representa a banda, contrário ao que pensamos como grupo e por isso foi necessária a sua saída. Rayanna surgiu alguns meses depois, e na primeira música do teste que ela fez já sentimos que aquela era a nova voz do Pandemmy. A entrada de Ray foi tranquila, apesar de estar sem banda, ela estava com muita vontade de cantar Metal.

E como é trabalhar com Rayanna logo após o lançamento de um trabalho com outro vocalista, tanto para ela como para o restante da banda?
Pedro Valença – Não houve dificuldades. Apenas subimos no palco e mandamos ver. O ideal seria que a divulgação fosse feita com o vocalista que gravou o álbum, mas isso é um detalhe, apenas. Ela regravou alguns vocais para lançarmos os clipes de divulgação de “Rise Of A New Strike”.

Aliás, de uma maneira geral, no que Rayanna pode acrescentar ao Pandemmy, já que as mulheres vêm ganhando cada vez mais espaço na cena?
Pedro Valença – Como musicista ela agrega tanto quanto qualquer outro integrante que está na banda. Naturalmente, nos sentimos com mais legitimidade para abordar nas letras o tema do machismo e violência contra mulher, por exemplo. Apesar da maioria da banda ser de homens e que procuramos refletir e diminuir nossa cultura machista e é legal participar desse momento em que as mulheres estão mais presentes nas bandas e no público do Heavy Metal.

Agora falando do álbum em si, “Rise of A New Strike” mostra a banda em seu auge de amadurecimento, com composições bem estruturadas e um direcionamento bem definido. Fale-nos um pouco de como foi fazer esse disco e o que ele representa?
Pedro Valença – O desafio do álbum “Rise Of A New Strike” foi justamente o amadurecimento da nossa sonoridade. Passamos por muitas mudanças de integrantes. Compor e ensaiar num cenário de inconstâncias é complicado. Talvez o lado positivo tenha sido o de ter tocar repetidas vezes boa parte das músicas, possibilitando arranjá-las melhor. Sem dúvidas é o nosso trabalho mais maduro, que manteve nossa identidade sonora. Esperamos falar isso a cada lançamento oficial.

E qual o principal diferencial do disco em relação ao debut “Reflections & Rebellions” (2013)?
Pedro Valença – “O Reflections & Rebellions” é um álbum mais cru, tem uma produção mais suja, menos polida. O “Rise Of A New Strike” tem uma produção mais limpa e ao mesmo tempo mais pesada. Em relação às composições, elas possuem menos variações de andamentos. Se vão fluir melhor ou não, vai depender do gosto do ouvinte. Por termos trabalhado no segundo álbum por 3 anos, os arranjos estão mais bem trabalhados, colocamos uns teclados para enriquecer alguns riffs e também temos mais solos de guitarra.

No disco o grupo consegue soar atual sem apelar para os trejeitos tendenciosos e trazer novos elementos. Isso foi uma preocupação ou fluiu naturalmente?
Pedro Valença – Flui naturalmente por termos uma proposta bem definida. Claro que esses novos elementos trazem mudanças na nossa proposta, mas nada que nos descaracterize. Jamais iremos nos repetir como músicos, independente de sermos uma banda underground e sem apelos comerciais. Seremos uma banda de Death/Thrash Metal sem medo de evoluir nossa idade musical.

Em “Rise of A New Strike” a banda mantém a leve melodia que lhes caracterizaram, mas conseguem manter a agressividade e o peso intactos. Qual seria a fórmula para isso?
Pedro Valença – Antes de finalizar cada nova composição, queremos que elas soem da melhor forma possível, sem forçar nada. Acho que a forma como as músicas soam bem para a própria banda define essa fórmula. E é bom saber que elas estão agradando ao público que procura apreciar ou conhecer nosso trabalho.

O disco também traz a melhor produção da banda até então, a cargo de Júnior Supertramp. O que vocês podem falar do resultado final e do trabalho com Supertramp?
Pedro Valença – O Júnior toca numa banda de Stoner chamada Mondo Bizarro, além de ser produtor musical. Queríamos alguém mais distante do Metal para essa produção. Ficou bem peculiar o resultado, pois o ‘ouvido’ do produtor estava desapegado dos clichês sonoros do gênero. Foi legal produzir com o Júnior e vamos trabalhar juntos nos próximos lançamentos.

O disco foi lançado digitalmente em 2016 e deve ser lançado pela Sangue Frio Produções no formato físico. Como surgiu essa oportunidade e como anda a parceria com a Sangue Frio?
Pedro Valença – O CD físico vai ser lançado fisicamente em breve. Já está na fábrica. O Patrick tinha falado com o nosso baterista pelo Facebook, e ele me enviou o recado falando da possibilidade de uma assessoria de comunicação. Troquei uns e-mails com Patrick e fechamos essa parceria. Estamos satisfeitos e temos muito trabalho a fazer juntos. O Metal está se profissionalizando no Brasil em vários aspectos.
Por fim, quais os planos da banda para este resto de ano?
Pedro Valença – Nossos planos para 2017 estão em estúdio. Regravamos os vocais de algumas faixas para lançar dois videoclipes e um lyric video. O clipe de Circus Of Tyrannies será lançado ainda este ano. Estamos procurando alguma banda para lançar um split, pois já temos cinco músicas prontas e queremos explorar esse formato que é inédito para nosso grupo. Em 2018 queremos focar mais em shows, tocar mais pelo nordeste e quem sabe fazer uma mini turnê pela região sudeste. Quem quiser acompanhar nossas novidades pode nos procurar no Facebook e Instagram.

                                                                                   Por Vitor Franceschini.

Link: http://blogartemetal.blogspot.com.br/2017/11/pandemmy-e-legal-participar-desse.html

01/11/2017

Interview for "Wagner & Heavy Metal"

1.  My first question about PANDEMMY. What is the exact line-up of the band?
Pedro Valença - Hi Metalheads! We are PANDEMMY, Brazilian Death Thrash Metal band! The exact line-up of the band is Pedro Valença and Guilherme Silva (Lead Guitars), Rayanna Torres (Vocals), Marcelo Santa Fé (Bass Guitar) and Arthur Santos (Drums).

2. What is the metal scene like in Brazil at the moment? Is it growing and alive? Does is know many subgenres? If so, which of the subgenres is most popular?
Pedro Valença – Brazil is a very big country. there are several metal scenes depending on the region. In general we have great bands and a good schedule of shows. Some cities have difficulties with venues and equipment. We still do not have the level of public that Europe and the United States have. This also hinders the creation of major festivals. Extreme music has more space in the current scene, because Sepultura and Krisiun are big bands that influence a lot of other bands. We also have great melodic bands like Angra, Hangar, André Matos, Terraprima and Hibria.

3. Does each band member bring their own specific influences or are all the band members into the exact same music?
Pedro Valença – We have influences in common in Heavy Metal, especially in Death Metal (Carcass, Morbid Angel, Death) and Thrash Metal (Megadeth, Kreator, Destruction, Sepultura), but each member likes other types of music.


4. What is the writing dynamic among members of the band (does one person write or is song writing more a band effort)?
Pedro Valença – Me and Guilherme are the main composers. When rehearsing new songs, any member thinks about the parts that can be modified. About the lyrics I also like to write them.

5. I hear many diffferent influences in the music of PANDEMMY (thrash, death, progressive metal). What are the influences of the band outside metal?
Pedro Valença – Great question, my friend! We like pop music (Lana Del Rey, Michael Jackson, Adele, Dido, Alanis Morissette), some things from the 1990s (Pearl Jam, Rage Against The Machine, Soundgarden), hard rock (Uriah Heep, Gun Sin), blues, classical music and movie soundtracks.
6. I noticed that the band, sometimes, remembers a bit of DEATH. A band like DEATH (read: Chuck Schuldiner) implemented increasingly complex song structures into their thrash/death sound. How do you see your own musical development? Are there (musical) areas that you still want to explore?
Pedro Valença – Thanks for the compliment! Chuck Schuldiner and Death is a great and present influence. I think we evolved on the second album. We like to keep a dynamic between the tracks. This dynamic can give the impression that we are technicians. Our compositions flow, are not intentional. We will never be something like Math Metal (?!) or Technical Death Metal.

7. What  inspires the band the most when it comes to writing lyrics?
Pedro Valença – The injustices of the world. Few lyrics approach personal issues. We are a heavy metal band that doesn’t support any conservatism. It’s sad to see headbangers supporting politicians like Donald Trump, Le Pen, Joko Widodo, Mauricio Macri or Jair Bolsonaro. These people hatch the egg of fascism.

8. Does the band believe in heavy metal (the kind of metal that you play) as a force that can change things for the good (as music that can raise awareness about, for instance, political and environmental issues)?
Pedro Valença – Absolutely !!! Heavy Metal has come to break paradigms. See our heroes. They all grew up in oppressive environments, suffered from prejudice, addictions, any kind of violence. They made music based on their inner demons. We better understand life through these life experiences. I think Heavy Metal (and Rap) have great potential to change people for the better. Talking about politics, ecology and emerging issues (such as the new wave of fascism) is necessary. We cannot relieve the danger that the planet and society are in.

9. What was the biggest gig of the band sofar (in and/or outside Brazil)?
Pedro Valença - Our most three shows was on Abril Pro Rock Festival (2012) supporting for Exodus, Ratos de Porão and Brujeria; Roça n’ Roll Festival (2011) in the state of Minas Gerais for Wacken Open Air Metal Battle Brazil and Hellcifest (2017) supporting to Abbath and Amon Amarth. When the economic crisis is over, let's plan our first tour in Europe.

10. Final question for now: do you have any specific goal in mind for the band (besides world domination)?
Pedro Valença – Music is art. Entertaining or raising awareness are our goals. Make people feel good with our music. Make the most of shows, at most places, launch good albums and dominate the world. Thank you for interview. Follow us on Facebook and Instagram. Keep spreading the PANDEMMY!

21/08/2017

Interview for "Metal Addicts"



Metal AddictsFirst of all, my congrats for “Rise Of A New Strike,” I’ve just reviewed it and it’s amazing, creative, and vigorous. “Rise Of A New Strike” is your third effort, isn’t it? What is it different from the previous efforts? Please, feel free to talk about the band.
Pedro Valença – First, thank you for the compliments! “Rise Of A New Strike” is our second full-length. “Rise Of A New Strike” is a mature album that features how willing we are to get wider audiences. It’s not our intent to be one more extreme metal band, neither to release the same albums. We wish to evolve and to be more diverse within our own musical identity. Our efforts are: 2013’s full lenght “Reflections & Rebellions ;” 2011 and 2012’s EPs “Dialetic,” and “Idiocracy;” and 2010’s demo “Self-Destruction.” Pandemmy were formed in 2009 when I left Monstera, which was a bit more Thrash Metal. Pandemmy are more aggressive due to our death/thrash influences, not to mention our daily Metal and non-Metal influences.

Metal Addicts – How was the experience to play at Hellcifest Festival and to open for Amon Amarth and Abbath. How is it to be a small band among two Metal monsters? How’s to play in such a big Festival?
 Pedro Valença – It’s a very nice experience to share the stage with bands with such  an international legacy. We observed carefully how they act in order to absorve everything to our routine. Hellcifest Festival is getting shape and making its own history. That was the second edition, and we’re sure that it will grow and turn into an international date. We enjoyed a lot our gig and how the staff cared for us.

Metal Addicts – Pandemmy are from a non-traditional Metal region. Even here in São Paulo, a big city with an old and well-defined Metal tradition, sometimes people on the streets give me that look because of my hair. How are things there?
Pedro Valença – There’s a tradition in Metal here indeed. Eastern states scenes are from the 1980s, and there are also active bands from that time. Talking about Pernambuco (a brazilian state), there is a good book about local scene that is “Pesado – Origem e Consolidação do Metal em Pernambuco” (Heavy – Metal Origins and  Consolidation in Pernambuco), written by journalist Wilfred Gadelha. Eastern scene is growing up, but there aren’t still enough good places to play as it is Brazil’s poorest region, so that’s why we can’t count on the same amount of resources and international shows that other more priviledged regions such as the South. By the way, yes, there’s a lot of prejudice against headbangers. It’s unbelievable that even in 2017 people judge others by hair, black cloth. I guess that’s maybe because we live in society that cares more about the looks than the inner self. Metal is here to break rules and to be against all that traditionalism. It’s sick to see metalheads suporting conservative and hateful people like Jair Messias Bolsonaro (brazilian politician), and Donald Trump.
Metal Addicts – In my “Rise Of A New Strike” review I noticed that Pandemmy thing is death metal with some melodic, technical, and brutal dashes. And in my opinion that blend makes your music rich. How do you define yourselves?  And how to deal with all those diverse influences?
Pedro Valença – We define ourselves as a death/thrash Metal band, because that’s what we like to hear. There’s a dynamic songwriting in Pandemmy. If you listen to us, you’ll notice that our songs are different from each other, but not far from our musical personality. We receive influences from all Metal genres, and that comes into our writing. It’s funny to hear that we are a technical band, because that’s not our intent to be a virtuous or resourcefull band. But for sure we get it as a compliment.

Metal Addicts – I always like to ask bands about their songwriting process, and sometimes I get the most unusual answers. How’s your songwriting process? Do you share it or there a main writer?
Pedro Valença – I am the main writer, but since Guilherme (guitarist) got into Pandemmy in 2014 we started to share it. It’s not usual to me to write everything, because songs may change during rehearsals. We usually add, rule out or modify some parts. It’s just part of the process. Sometimes some band members come with the song done, that’s the case of “Stars Of Decadence” which was written by Marcelo Santa Fé, our bassist.

Metal Addicts – Recently you singned a deal with Sangue Frio Produções to share digitally your albums. Is this world of sharing natural to you or you are still trying to adapt to this new reality? By the way, do all your albums have a physical format? Do you force it? I mean, do you really want a physical product? I ask that because this is a nuance of Metal world. Fans love to have the physical product. It’s just another kind of relationship with music that conventional markets just don’t get it. How’s that to you?
Pedro Valença – For us it is natural to share via digital platforms. It’s the way it’s with the new technologies. The way we listen to music changed, but we need a physical product, that’s part of Metal’s culture. All our albums are also physical, some were labeless, some official. “Rise Of A New Strike” will be available physically this semester.

Metal Addicts – How about your career? Many gigs? Any plans to play abroad?
Pedro Valença – Not too many gigs nowadays. There’s been a shrinking process for local shows around here besides a great amount of international shows. 2017 has been controvertial, because even though the economy is in a bad shape, there’s been a lot of international shows. Even so we must go on as long as we are to release  a websingle this year and an official video. We are working on “Rise Of A New Strike” to play all around the country.

Metal Addicts – That’s all folks! Wish you the best. Keep Metal rolling!
Pedro Valença – Thank you Metal Addicts for this opportunity! Follow Pandemmy on all social media (Facebook, YouTube e Instagram) to seek for our news. We hope to play for all our fans soon. IT’S TIME TO SPREAD THE PANDEMMY AGAIN !!!

[SHOW] ForCaos 2017

Headbangers, o Pandemmy vai tocar pela primeira vez no tradicional festival ForCaos, na cidade de Fortaleza, edição 2017! O retorno a capital cearense ocorre após 4 anos, quando a banda dividiu palco com os alemães do Tankard.
 

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